Tijolo, bloco, isopor? Antes de iniciar sua obra entenda as diferenças entre as principais opções do mercado.

06
Agosto
2015

Durante muitos anos a construção civil fez uso de sistemas convencionais de vedação, porém vemos um crescimento considerável de novas tecnologias ou materiais que tragam um menor desperdício, maior agilidade ou um conceito de sustentabilidade.

Antes de iniciar sua obra converse com seu engenheiro sobre materiais ou técnicas alternativas. Não fique apenas na parede de tijolos convencionais, questione e incentive-o a buscar opções que tragam um menor custo ou que permitam que a sua casa seja entregue em um menor prazo sem comprometer a qualidade esperada.

Pensando nisso, descrevemos abaixo os principais tipos de vedação utilizados para tornar este processo um pouco mais simples.



Tijolo comum
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Material mais utilizado pelos brasileiros, o tijolo proporciona conforto térmico e acústico para a casa porém utiliza um grande número de tijolos para se construir um metro quadrado de parede gerando maiores gastos com argamassa e mão-de-obra. Outra característica desse tipo de material é a irregularidade nas dimensões das peças ou seja, se o pedreiro não for habilidoso a alvenaria pode ficar irregular, além da maior utilização de massa para a correções das variações.


Tijolo Baiano
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Muito utilizado como vedação por ser o tipo de tijolo mais barato mas não suporta cargas estruturais altas. Possui altos índices de quebras e consequentemente gera grande quantidade de entulho no canteiro de obras. Os especialistas recomendam que sejam comprados 30% de peças a mais do que o necessário. Assim como o tijolo comum, o baiano também não tem precisão dimensional, ou seja, requer mais gastos com material de reboco e mão-de-obra, principalmente na etapa de nivelamento das paredes mas, se comparado ao tijolo comum e ao bloco de concreto, tem desempenho térmico superior.


Bloco Cerâmico
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Segundo engenheiros e arquitetos, o bloco cerâmico gera uma economia de 30% no custo final da construção porque demanda menos tempo de assentamento (devido as dimensões maiores), acelerando a construção das paredes. Outra vantagem é que dispensa a etapa de recorte pois as instalações elétricas e hidráulicas podem ser embutidas durante a execução da alvenaria. Por outro lado, as construções feitas com blocos cerâmicos estruturais não podem ser reformadas e terem seu layout reestruturado.


Bloco de Concreto
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Assim como o bloco cerâmico, o bloco de concreto tem um maior rendimento pois a mão-de-obra executa a alvenaria mais rapidamente. É o mais resistente de todos e o desperdício causado pelas quebras do material é muito inferior ao tijolo baiano. Além disso, é necessária uma quantidade menor de argamassa no assentamento e camadas mais finas de reboco, principalmente nas paredes internas. Como desvantagem, entre todas as opções, é o que oferece menor conforto térmico sendo que nas paredes externas, é recomendada a utilização de pintura acrílica para aumentar a proteção contra a umidade.


EPS (Bloco de isopor)
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O bloco de EPS, mais conhecido como isopor, é a modalidade mais recente das citadas acima e foi criada pensando-se em economia (até 50% em relação ao tijolo convencional conforme referências encontradas) e menor impacto ao meio ambiente pois minimiza tanto o uso de materiais poluentes como a geração de grandes montantes de resíduos ao termino da obra e é um material reciclável.
O isolamento térmico é maior do que os métodos convencionais e não serve de moradia para insetos e demais pragas que costumam se alojar no concreto/tijolos. Pode-se considerar também uma redução no tempo da obra por ser de fácil manuseio porém é aconselhada a procura por profissionais especializados pois muitos pedreiros ainda não conhecem o material.


Dry Wall
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O gesso acartonado, mais conhecido como drywall, vem sendo muito utilizado na divisão de ambientes, principalmente em construção de edifícios, porém mesmo que se opte por ele é necessário que as paredes estruturais sejam de alvenaria. O drywall é leve, possui uma menor espessura e rápida execução além de fornecer facilidade de reparos na rede elétrica e hidráulica e uma menor quantidade de entulhos. Como desvantagens aos métodos convencionais deve ser considerada uma menor resistência e o isolamento acústico menos eficiente.


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Sobre o Autor

Zigomar Abel Junior é formado em Ciência da Computação pela UNESP - Universidade Estadual Paulista, certificado em gestão de projetos (PMP) pelo PMI - Project Management Institute, sócio da EZSolitions e fundador do DescompliCASA.

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